Skip to main content
Age by You®ConsultaDaycare®

Incontinência urinária: como o Fraxx pode fazer parte do tratamento

By 19 de agosto de 2026No Comments

Perder urina ao tossir, espirrar, rir, correr ou fazer exercícios pode parecer apenas um incômodo pontual, mas, quando acontece com frequência, pode ser sinal de incontinência urinária de esforço. Esse tipo de incontinência ocorre quando o aumento da pressão abdominal supera a capacidade de sustentação e fechamento da uretra.

A boa notícia é que existem diferentes possibilidades de tratamento e, em casos selecionados, tecnologias como o Fraxx podem fazer parte desse cuidado.

O que é o Fraxx?

O Fraxx é uma tecnologia de radiofrequência fracionada microablativa. O sistema utiliza energia eletromagnética de 4 MHz distribuída de maneira fracionada em pequenos pontos do tecido, preservando áreas entre eles. Esse estímulo desencadeia um processo de renovação e remodelação tecidual.

Na ginecologia, a tecnologia pode ser utilizada na região vaginal em diferentes situações, incluindo alterações relacionadas à qualidade e ao trofismo dos tecidos e, em pacientes adequadamente selecionadas, como parte da abordagem da incontinência urinária. O próprio fabricante inclui a incontinência urinária entre as aplicações ginecológicas do sistema.

Mas como uma radiofrequência pode ajudar na perda de urina?

Na incontinência urinária de esforço, não estamos falando apenas dos músculos do assoalho pélvico. A qualidade dos tecidos que circundam e dão suporte à vagina e à uretra também participa do mecanismo de continência.

A radiofrequência fracionada produz um estímulo térmico controlado nos tecidos, relacionado à remodelação de colágeno e a mudanças na mucosa vaginal e nos tecidos de sustentação. A proposta é melhorar as condições locais que participam do suporte uretral, e não simplesmente “fortalecer o músculo” por meio da tecnologia.

Fraxx substitui os exercícios para o assoalho pélvico?

Não necessariamente.

O treinamento da musculatura do assoalho pélvico continua tendo papel importante no tratamento conservador da incontinência urinária de esforço. Estudos vêm avaliando justamente a radiofrequência de forma isolada e associada ao treinamento muscular.

Um ensaio clínico randomizado avaliou radiofrequência fracionada microablativa, treinamento do assoalho pélvico e a combinação das duas abordagens em mulheres climatéricas com incontinência urinária de esforço. Dados posteriores, com acompanhamento de seis meses, encontraram resultados favoráveis principalmente quando as técnicas foram associadas.

Isso reforça um ponto importante: o tratamento da incontinência urinária pode ser multimodal, combinando recursos diferentes de acordo com o diagnóstico e com as características de cada paciente.

Toda perda de urina pode ser tratada com Fraxx?

Não.

Existem diferentes tipos e causas de incontinência urinária. Perder urina durante um espirro é diferente, por exemplo, de ter uma vontade súbita e difícil de controlar de ir ao banheiro. Por isso, antes de indicar qualquer tecnologia, é necessário entender qual mecanismo está provocando o sintoma e avaliar fatores como função do assoalho pélvico, histórico ginecológico e obstétrico, menopausa e outras possíveis alterações urinárias. As sociedades de uroginecologia mantêm recomendações específicas tanto para investigação quanto para tratamento da incontinência e para o uso de dispositivos vaginais baseados em energia.

Além disso, embora estudos sobre radiofrequência sejam promissores, a evidência científica para tecnologias vaginais baseadas em energia ainda está em evolução. Por isso, elas devem ser indicadas de maneira individualizada e não apresentadas como solução universal ou substituta automática dos tratamentos já estabelecidos.

Incontinência urinária não precisa ser normalizada

É comum que algumas mulheres convivam durante anos com pequenas perdas urinárias por acreditarem que isso faz parte do envelhecimento, da menopausa ou das consequências de uma gestação.

Mas perda urinária recorrente merece investigação.

Na consulta médica, é possível identificar o tipo de incontinência e construir um plano de cuidado que pode envolver fisioterapia do assoalho pélvico, mudanças comportamentais, tratamentos médicos e, quando houver indicação, tecnologias como o Fraxx.

O primeiro passo não é escolher a tecnologia. É entender o que está causando a perda urinária e qual combinação de tratamentos faz sentido para aquela paciente.

Agendar Consulta

• Publicação para divulgação de conteúdo médico, com caráter exclusivo para educação e informação, conforme art. 75, cap IX do Código de Ética Médica; despacho CFM 143/2019 e expediente Depro-SBCP 047/2019.
• Antes de qualquer procedimento, é fundamental a avaliação pela médica
• Cada pessoa é única: este conteúdo não é uma promessa ou garantia de resultados. Os procedimentos são personalizados para cada paciente
• As variáveis para o resultado final incluem o procedimento em si, mas também as características físicas, peso, qualidade de pele, alimentação adequada, entre outros fatores da vida pessoal de cada paciente
• Todo e qualquer procedimento médico possui riscos. Informar-se com sua médica de confiança é fundamental
• Imagens autorizadas pela paciente.