Descubra o que são seringomas, as pequenas bolinhas que aparecem perto dos olhos, por que elas surgem e quais são as formas seguras de remoção.
Você já reparou em pequenas bolinhas espalhadas ao redor dos olhos, geralmente na pálpebra inferior, e ficou na dúvida sobre o que poderiam ser? Recentemente esse assunto ganhou repercussão depois que a influenciadora Mari Maria compartilhou nas redes sociais que possui essas lesões, e a palavra usada para descrevê-las, "tumor", assustou bastante gente. A boa notícia é que, na esmagadora maioria dos casos, não há motivo para pânico: estamos falando de seringomas, uma condição de pele muito mais comum do que se imagina e completamente benigna.
O que são os seringomas, afinal?
Os seringomas são pequenas lesões que se formam a partir das glândulas sudoríparas, responsáveis pela produção de suor. Tecnicamente, são classificados como tumores benignos, daí o termo que tanto assusta , mas isso não significa risco à saúde. Eles não evoluem para câncer, não se espalham de forma agressiva e não comprometem o funcionamento do corpo. Costumam aparecer como pequenas saliências da cor da pele, amareladas ou levemente acastanhadas, concentradas principalmente na região ao redor dos olhos, embora também possam surgir no pescoço, no tórax e até nas axilas.
Por que eles aparecem?
Diferente do que muita gente imagina, os seringomas não têm relação com o uso de maquiagem, corretivo ou produtos de skincare mais pesados. A origem é, na maior parte dos casos, genética: se alguém na família apresenta esse tipo de lesão, as chances de desenvolvê-la também aumentam consideravelmente. Fatores hormonais também podem influenciar o surgimento ou o agravamento das bolinhas, o que explica por que algumas pessoas notam mais lesões em determinadas fases da vida, como a adolescência, a gravidez ou a menopausa.
Por que incomodam tanto, mesmo sendo inofensivos?
Mesmo sem representar perigo, os seringomas costumam gerar bastante desconforto estético. Eles alteram a textura da pele, criam um aspecto irregular na região dos olhos e ficam ainda mais evidentes na hora de aplicar maquiagem, já que a pálpebra é uma área fina e de movimento constante. Para quem lida com isso diariamente, é comum sentir insegurança ou frustração ao tentar disfarçar as lesões, e é justamente esse incômodo, mais estético e emocional do que clínico, que leva tantas pessoas a buscar tratamento.
Como é feita a remoção?
Existem hoje diferentes técnicas para o tratamento dos seringomas, sendo as mais utilizadas o laser de CO2 e a eletrocauterização. Ambas têm como objetivo eliminar as lesões de forma pontual, preservando ao máximo a integridade da pele ao redor. O laser de CO2 atua vaporizando a lesão camada por camada, com alta precisão, enquanto a eletrocauterização utiliza calor controlado para remover o tecido afetado.
O ponto de atenção aqui é fundamental: a região dos olhos está entre as mais delicadas do corpo. A pele é fina, sensível e está próxima de estruturas importantes, o que exige conhecimento técnico apurado de quem realiza o procedimento. Um diagnóstico equivocado ou uma técnica aplicada sem o devido cuidado pode resultar em manchas, cicatrizes ou até no aparecimento de novas lesões, exatamente o oposto do que se busca com o tratamento.
Diagnóstico correto é o primeiro passo
Antes de qualquer procedimento, é essencial confirmar que as lesões realmente são seringomas, e não outras condições de pele que podem ter aparência semelhante, como xantelasmas, milium ou até verrugas planas. Cada uma dessas alterações exige uma abordagem diferente, e tratar a lesão errada da forma errada é um dos principais motivos de resultados insatisfatórios. Por isso, a consulta com um dermatologista experiente, presencialmente, é o caminho mais seguro antes de partir para qualquer tipo de remoção.
Vale a pena se preocupar?
Do ponto de vista médico, os seringomas não costumam representar risco algum à saúde. A decisão de tratá-los é, na maioria das vezes, uma escolha estética e pessoal, e isso é totalmente legítimo. Sentir-se bem com a própria pele também faz parte do cuidado com o bem-estar. O importante é entender que existe um processo correto a ser seguido: diagnóstico preciso, técnica adequada e acompanhamento profissional qualificado, principalmente quando a área tratada é tão sensível quanto a dos olhos.
Se você se identificou com esse cenário e percebeu bolinhas parecidas na sua pele, o primeiro passo não é se desesperar, mas buscar uma avaliação especializada. Entender o que está acontecendo com a própria pele é sempre o melhor ponto de partida para decidir, com segurança, qual caminho faz mais sentido para você.
Agendar Consulta• Publicação para divulgação de conteúdo médico, com caráter exclusivo para educação e informação, conforme art. 75, cap IX do Código de Ética Médica; despacho CFM 143/2019 e expediente Depro-SBCP 047/2019.
• Antes de qualquer procedimento, é fundamental a avaliação pela médica
• Cada pessoa é única: este conteúdo não é uma promessa ou garantia de resultados. Os procedimentos são personalizados para cada paciente
• As variáveis para o resultado final incluem o procedimento em si, mas também as características físicas, peso, qualidade de pele, alimentação adequada, entre outros fatores da vida pessoal de cada paciente
• Todo e qualquer procedimento médico possui riscos. Informar-se com sua médica de confiança é fundamental
• Imagens autorizadas pela paciente.
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